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29 de junho de 2014

Costurei um "faqueiro"

- um post com passo a passo -

Foi-se o tempo em que numerosas famílias dividiam um único banheiro. Filhos dormiam no mesmo quarto, quando não na mesma cama - eu dormia com minha irmã, na mesma cama!. O telefone (quando havia) era compartilhado por todos... um único carro, única televisão. Depois vieram os computadores - a princípio só existiam nas empresas. Os domésticos, aqueles grandes, precisavam de mesa própria para acomodá-los. A família se reunia ao redor - cada um usava um pouquinho. 

Os tempos mudaram. Hoje cada filho tem seu próprio quarto, seu banheiro, seu telefone (celular), seu computador, sua televisão... sua própria vida... mas fazem questão de serem dependentes financeiramente dos pais. É irônico, não é? Mas isso não é assunto para esse blog que só quer falar de costuras e de alegrias. 

... hoje costurei um "faqueiro" individual, para acomodar todos os talheres usados numa refeição, assim: 
Nele acomodei garfo e faca para o prato principal; garfo, faca e colher de sobremesa; colher de chá e de café. Fiz assim:

Vamos fazer? Eu te ensino. Aulas individuais.

19 de junho de 2014

Tudo azul!

- Mais um post com passo a passo - 

A nossa área de churrasqueira era um espaço meio abandonado, sem privacidade, onde ventava muito e batia muito sol, desanimando o seu uso. Então resolvemos construir um teto mais fresco e fechar com vidros.

Para a janela, eu mesma fiz uma cortina toda azul e branca, clarinha, bem levinha, do jeito que gosto para nos dar uma certa privacidade. Cortei e costurei toda a cortina enquanto meu marido assistia ao jogo Brasil x México. Ele nervoso, levantando a cada cinco minutos. E eu, nem aí pro jogo, tava feliz da vida pela tarde livre, com tempo de costurar essa cortina. Sou tão simplesinha, coisas tão pequenas me tornam tão feliz, uma felicidade até meio infantil...

Foram necessários 15 metros de tricoline porque queria bem franzida, farta. Parece babadinho, não parece? Não são. Já fiz um passo a passo aqui desse modelo quando fiz cortinas para a pia dessa mesma cozinha - bem fácil, coisa que qualquer iniciante nas costuras consegue fazer, pois é só saber costurar reto. Vou ensinar de novo.
Não podia gastar mais, já que todas as economias foram para a obra. Fiquei matutando que tecido usar, já que gosto tanto dos 100% algodão. Então, fuçando umas lojas feias, meio mixurucas e sujas encontrei o tecido que procurava ao preço de R$ 6,90 o metro! Obviamente tem um pouco de sintético, mas não muito. Apalpei bastante o tecido, virei, dobrei e resolvi levar.

Embora um pouco sintético, não carecia molhar os tecidos antes do corte. Só os tecidos 100% algodão encolhem e soltam tinta na primeira lavagem. Resolvi  lavar na máquina para tirar a "inhaca" da loja fidida. Depois cortei 8 partes com 1.73 de altura e não diminui na largura.

A primeira coisa que fiz com as  partes foi retirar toda a ourela das laterais.
Você sabia que é necessário retirar essas ourelas? se não retirar quando for costurar as bainhas laterais fica tudo enrugado, fica feio. O bom desse xadrez é que ele veio bem certinho, segui um dos quadradinhos e fui cortando. Deu super certo! Às vezes não dá, heim? não vão seguindo qualquer caminho sem antes verificar onde isso vai dar. Já tomei na cabeça fazendo isso com um tecido xadrez. Fui parar na @#& que pariu, estragando todo o tecido. Nem sempre o desenho segue o fio do tecido.

Depois de cortado estendi cada "folha" no chão para me certificar que estava tudo certinho. Uso as cerâmicas do piso para servir como guia.
Depois disso passei zig-zag em toda a volta dos tecidos. 
Depois fiz as barras das laterais, apenas dobrando em cima de uma risca de fui costurando. Nesse caso eu não dobro duas vezes, só uma vez e já basta, pois ela vai ficar toda juntinha depois de instalada.

Do avesso fica assim:
 Do direito assim: Bunitinha, né? Precisa de mais?
Depois dobrei a parte de cima em 8 cm
Passei uma costura bem próxima à borda (ao zig-zag) e passei outra costura com 2.5 de largura, formando um "túnel", pois é nesse "túnel" onde irei introduzir o varão.
Depois introduzi apenas uma das cortinas no varão, apenas para marcar a barra. Marquei, retirei a cortina e, seguindo esse tamanho fiz as barras das demais. Deixei uma barra de 10 cm para dar um caimento bonito, pesado.
E esse gabinete, que já foi marrom, que já foi amarelo? Agora resolvi que seria branco - tinta nele!. Tenho esse móvel desde que meu casei. Já andou por todos os cômodos da casa, já sobreviveu a muitas mudanças, mas hoje parece novo. Dei apenas uma mão (acho que duas) de tinta (esmalte sintético à base de água), esperei secar e passei uma lixa, reforçando mais nas quintas, denunciando as cores e marcas do passado - um passado feliz, com as duas filhas pequenas correndo pela casa, os brinquedos espalhados pela sala, tudo encostado à parede para dar mais liberdade às meninas...
Os puxadores que já não puxavam mais nada, foram trocados por esses que comprei na Leroy Merlin. Parece que foram feitos sob encomendas.
Aos poucos vou incluindo mais coisas em minha cozinha. Um dia faço um puxa-saco, noutro panos de prato, avental, luva, jogos americanos... Tudo azul!

16 de junho de 2014

Coisas que herdei

Do meu pai herdei um pouco de "invencionice" como ele dizia. Invencionice no sentido de criar coisas, ter uma ideia criativa, diferente de invencionice que significa mentira. Eu crio os meus próprios métodos para tornar a minha vida, tanto pessoal, quanto profissional mais prática possível. Passei a minha infância vendo (e rindo) das "invencionices" do meu pai. Para tudo ele criava uma alcinha, um preguinho, um buraquinho... tudo tinha uma utilidade prática. 

Hoje, pobre do meu pai, nem sonhos cria mais. Sofre de alzheimer, uma doença neuro-degenerativa que provoca declínio das funções intelectuais, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social, interferindo no comportamento e na personalidade.

E eu, como meu pai que vivia inventando os "inhos", inventei um "biquinho" para fazer a barra do guardanapo de canto mitrado mais fácil. Quem trabalha com patchwork utiliza réguas próprias ou dobras diferentes. Custei a descobrir como fazer esses cantos. Pedi ajuda, algumas pessoas me ensinaram, mas achei todas as formas mais complicadas. Cheguei a usar (e ensinar) esses cantos com as tais réguas apropriadas, mas acabei inventando o meu método para tornar a costura bem fácil, acessível para quem está iniciando, sem sofrimento, com menos margem de erros. E esse biquinho é ótimo.
Essa técnica você poderá empregar em diversos trabalhos (guardanapo, toalha, colcha, jogo americano...)  

Esses guardanapos eu ensino no curso de costuras no ateliê em Belo Horizonte. Para maiores informações mande um e-mail helenacompagno@hotmail.com
E você sabe o porquê desse nome "mitrado"?  Mitra vem do grego: cinta, faixa para a cabeça, diadema) é uma insígnia pontifical utilizada pelos prelados da Igreja Católica, da Ortodoxa e da Anglicana, sejam eles: abades, bispos, arcebispos, cardeais ou mesmo o Papa. Ou seja, o canto mitrado do guardanapo tem o desenho do "chapéu" do Papa. E eu, já quase em ritmo de férias, vou retirando o meu chapéu, pois devo ficar um bom tempo sem aparecer por aqui, apenas respondendo aos e-mails das informações do curso, com inscrições a partir do dia 15 de julho, com início em agosto. 

12 de junho de 2014

Quase em férias

- um post bem grande porque já estou quase em férias -


Iniciei o curso em fevereiro com 19 alunas, inclusive com uma aluna aos sábados - uma exceção, pois não dou aulas aos sábados. Dessas 19 algumas desistiram, ou por achar que não levavam jeito ou por motivos financeiros ou por falta de tempo mesmo. As vagas foram rapidamente preenchidas por aquelas que esperavam. E assim continuei...

Foi uma temporada de muito trabalho, muita dedicação, tanto da minha parte quanto da maioria. Como em todo curso, algumas se empenham mais, são mais assíduas, levam mais jeito. Outras nem tanto. E assim vamos seguindo...

A primeira a terminar foi a Luciana - aluna do primeiro horário da sexta-feira. A Luciana é enfermeira, mãe, esposa, trabalha sábado, dobra plantão e estava sempre aqui, sem nenhuma falta. Aluna nota 1000! Da Luciana ganhei inúmeros bolos, tortas e pães que o maridão - marido nota 1000 - faz em seu tempo livre, apesar de ter outra ocupação profissional. Além disso ele divide as tarefas domésticas com a esposa. Acho que isso anima qualquer mulher a ser como a Luciana, disposta e feliz, pois sabe que tem em casa um colaborador e amigo, diferente de algumas famílias que dividem o espaço: aqui é meu e ali é seu território. Amar é fazer tudo junto, juntar as economias, as alegrias e as amarguras. Juntar tudo, mexer e por para crescer, como um bolo.

Mas o melhor presente que ganhei da Luciana foi seu compromisso com a costura. Hoje ela me mandou o seguinte e-mail:

"...Estou com nove encomendas das sacolas, depois que eu fizer tiro foto e te mando. Fiz uma e dei de presente pra uma amiga do serviço e ela andando na rua nesta sexta indo trabalhar, uma moça a parou e perguntou aonde ela comprou, porque achou linda... Boa amiga que é, deu deu logo o telefone do serviço pra moça entrar em contato. Fiquei me achando.." 


Depois foi a vez da Lucinéia - que também já falei dela aqui - a terminar o curso. Também tirou seu "diploma" com excelência, sem falta, costurou tudo, inclusive vestidos e blusas por conta dela, usando sua imaginação. Não sei se a Lucinéia tem intenção de vender suas costuras. Se tiver, também vou indicá-la, como sempre indico aquelas que se dedicam.

A Lorena, outra revelação. Também já falei dela aqui muitas vezes. Lembro dela toda quinta-feira pela manha. Sei que também lembra de mim toda vez que senta na máquina de costura. Sinto essa energia boa. Por isso sou assim.

A Daniela foi outra que, embora não pôde terminar o curso, foi uma aluna muito positiva, alegre e feliz com suas realizações na costura. Já pediu aula extra quando eu puder atendê-la. Está na agenda, viu? 



A Lucimara ficou pouco tempo, faria uma viagem longa com o marido. Ficou de voltar um dia, embora não teve máquina de costura, tudo o que costurou aqui fez com excelência. Lucimara, compre uma máquina de costura, mulher! 


E a Maria Amália? Eita mulher animada, forte e firme. Toda semana,após a aula,reproduzia em casa o que havia feito aqui...
... Sempre animada, risonha, engraçada. Dona de uma sabedoria de vida de uma anciã, dona de uma juventude adolescente. Maria Amália, além de todos aqueles presentinhos que você você me deu, o maior presente para mim foi a oportunidade de conviver com alguém que lida tão bem com a vida. Obrigada.


Da Helenice, também já falei aqui. Depois da nossa última aula ela me manda um recadinho assim:

"...Queria agradecê-la, de coração, pelos ensinamentos, pelas conversas, pelos deliciosos cafés e por todas as coisas boas que você despertou em mim através da costura. O seu método é fantástico! impossível não se envolver!Você não ficará livre de mim..."

Em seu último dia de aula ela chega aqui, com aquela voz rouquinha (acho lindo) mostrando sua última produção...Adorou fazer bolsas, necessaires, estojos e bolsinhas. Inventou tantas outras. Dela eu ganhei essa de lacinho. Fofa.
E o charme desse pingente para zíper? Criativa! Aumentou o molde do estojinho que fizemos aqui e fez esse grandão para presentear aos homens da família com produtos de higiene pessoal. Dá para não ficar orgulhosa de gente assim?
Mas, acima de tudo, o que mais eu gosto de receber dessas alunas é essa energia positiva. Sinto o quanto ficam felizes de estarem aqui dando o seu melhor, se descobrindo capazes de fazer coisas lindas com mãos que, aos poucos vão se tornando mãos de fadas! Mãos abençoadas têm essas mulheres. Abençoadas são essas mulheres que resolveram um dia, pela internet, me encontrar.

Também já falei e mostrei alguns trabalhos da Ana -  dona de uma história triste de vida - perdeu o filho, já rapaz, num acidente de carro, logo depois o marido e, recentemente uma tia querida. A tia queria tanto me conhecer, queria me convidar para um chá em sua casa. Coisas assim me emocionam e me faz GRANDE.

E teve a Jane que também finalizou o curso. A Jane é uma mulher ocupada, uma advogada. Queria, com a costura, algo fácil para relaxar. Sim, qualquer artesanato relaxa porque nos leva a imaginar, a criar, a mexer com as mãos. No início nem sempre é uma tarefa relaxante, pois nem sempre temos um bom resultado no início. Os acertos e o prazer em ver algo bonito só vem com o treino. 

E teve a Soraya que, por conta dos preparativos do casamento da filha, terminou o curso com a promessa que vai costurar muuuito depois que tudo se normalizar. Vinha às aulas exibindo o seu organizador de bolsa dentro dessa chiquérrima Channel. O organizador foi feito na aula.
 Olha ele aqui fora da bolsa:
Não é lindo? Não merece estar dentro de qualquer bolsa de uma lady organizada? Os meus uso como porta-maquiagens no banheiro. 

Também teve a Valda que, por motivos profissionais, precisou interromper o curo. 

Teve a Nilmara que veio em poucas aulas. Morava longe, trabalhava muito. Ainda não havia se decidido comprar uma máquina. Então, resolveu deixar a costura para outra oportunidade. 

E tive uma estrangeira que, embora reclamasse do jeito brasileiro indolente, sem compromisso - segundo o seu olhar, naturalmente, foi dela de quem mais levei "bolo". Abafa. 

A Rosângela foi uma aluna que vinha aos sábados concluir o curso iniciado em outra temporada. Outra pessoa compromissada, batalhadora. Também gosto disso.

A a Bete, uma fofa, uma querida. Sei que ela acompanha o blog, por isso deixo um recadinho para ela: Bete, o cobre fogão que você costurou para mim, foi a primeira peça que usei na minha nova cozinha. Ainda não terminei a decoração e quando terminar falo dele aqui, viu? 

A Atalanta ainda não terminou. Como eu sempre falo, o curso não tem uma data certa para terminar, pois vai no ritmo de cada uma - as aulas são individuais. A Atalanta precisa faltar muitas vezes devido ao trabalho e algumas viagens. Por isso ela escolheu um curso assim, como o meu, que dá a flexibilidade para a pessoa ir em seu tempo.

E veio a Raquel, uma mocinha, aspirante a estudante de moda. Com apenas 14 anos, estudante, em épocas de provas escolares, nem sempre era possível comparecer às aulas. Precisei acompanhar minha filha caçula num processo e sugeri à Raquel continuar o curso em outro tempo, um tempo melhor para mim e para ela.

E a Alessandra teve que ficar só até quarta-feira, mora longe, aprendeu o suficiente para dar uma engrenada em sua vida de costureira. Outra pessoa extremamente séria e responsável. Foi dela que ganhei tecidos lindos que me inspirou a criar coisas mimosas para o enxoval das grávidas. A partir de um tecido veio uma ideia, nasceu um projeto. Alessandra, sou grata por isso, viu?

E por falar em grávida, quarta-feira a Christiane terminou um cursinho de grávida que montei de acordo com suas necessidades momentâneas: fazer algumas peças de enxoval para o seu bebê. Ela até queria continuar para aprender mais, mas o médico pediu repouso, pois a Christiane já havia perdido um bebê no quinto mês. Uma grávida animada, disposta, ia no centro comprar tecidos, escolher aviamentos delicados para o quarto do seu bebê. Enquanto digitava esse post, suspendi o olho para ver a minha caixa de e-mails e vi que chegou um "gorinha" mesmo. E lá estava ela, a grávida me escrevendo:

Muito obrigada pela atenção e pelas lindas
coisinhas que me ensinou a costurar, espero
continuar os cursos e as costuras.
Achei tudo lindo e as pessoas que mostro 
Também adoram!!!
Abraços.
Christiane"

E, nesse tempo de saídas antecipadas, fui incluindo algumas aulas extras, de pessoas que já costuravam e queriam aprender apenas algumas peças. Dei algumas aulas avulsas para pessoas que queria apenas aprender a lidar com a máquina de costura. E daí veio a Mirna, a Silvana... 

E no meio da temporada outras vieram iniciar, como a Ilca, como a Íris... Veio a Andrea animada, animadíssima. Mora em frente ao meu prédio, chega só com a chave de casa numa mão e na outra sempre uma costura que fez em casa, sozinha, doida para mostrar. Adoro isso! 

Também tem a Luciana Padua, que mora longe (Lagoa Santa, ou Santa Luzia?, ai sempre faço confusão). 

A Carol, outra gaúcha que mora aqui pertinho (da foto abaixo à direita). E assim todos os dias meus horários são completos, das 8 às 18 horas, atendendo com exclusividade, uma por uma. Únicas.


Promovi um café aqui em casa e convidei as 3 gaúchas - duas já se tornaram amigas por minha indicação. Eu quis que elas conhecessem a Carol. Vê a animação das meninas? 

 Cada uma trouxe uma guloseima...
 Em ótima apresentação...
 Embalados com carinho...
Biscoitinhos feito em casa, com capricho, embora a "cozinheira" assegurou que foram feitos num vapt-vupt. Gosto disso: rápidos, fáceis, gostosos e bonitos! como as costuras que ensino aqui.
Mas pensam que já estou em férias? NÃO. Estou com um curso, em duplas, apenas no mês de junho - falo nisso em outro post. Em julho saio em férias e volto em agosto com o curso normal, com aulas individuais, mas estou fazendo alterações. Na ocasião coloco no blog. As inscrições têm início em meados de julho. Se pretende se inscrever, fique de olho no blog.

5 de junho de 2014

Lixo eletrônico

Tenho recebido inúmeros e-mails (como respostas de supostos e-mails que enviei) com o  título "empilhador de empilhadeira" ????.

Quero esclarecer que não enviei e-mails com esse título. Por favor, não abram. Certamente são vírus!