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18 de janeiro de 2019

Agenda fevereiro/março 2019

Semana passada, recebi e-mail de uma pessoa interessada no curso de costuras. Dei todas as informações e ela, gentilmente, me responde dizendo que no momento o investimento não caberia em seu orçamento. Super grata por esse feed-back. Mas recebo pelo whatsApp (nem sempre em horário comercial, às vezes muito tarde da noite), mensagens de pessoas querendo saber sobre o curso ou mesmo querendo tirar dúvidas sobre qual máquina de costura comprar. Respondo com todas as informações possíveis, dou detalhes, falo da máquina, indico lugares onde comprar. A pessoa visualiza e pronto. 

Aí fico pensando se a pessoa teria a mesma atitude se fosse pedir informações de algum produto em loja física, onde você fica cara a cara com o vendedor? Você simplesmente vira as costas e vai embora? 

Bem, o que eu queria mesmo falar aqui é sobre a agenda do curso de costuras moda casa que já foi fechada em menos de dois dias depois de aberta. Todos os horários foram preenchidos.

E mal me contenho de ansiedade para ensinar tudo o que sei para deixar sua auto-estima lá em cima. Costurar roupas lindas para a sua mesa, sua cama, seu banheiro, sua cozinha, sua sala... presentear aos amigos; ter um hobby, ter um ganho extra,  conhecer novas pessoas... Ah, é tão maravilhoso isso...
Olhem a graça desse acabamento no guardanapo. Sim!!! vamos aprender juntinho. Mas deixo uma mostra nessa postagem AQUI como faço o ponto cheio. Já o canto mitrado, uso um gabarito que eu mesma criei para as alunas que frequentam o curso, bem fácil.

14 de janeiro de 2019

Imagens daqui

Ainda estou em férias, mas em casa. Aproveito o tempo livre para ser apenas dona de casa -  o que mais gosto de ser!

Deixo aqui algumas imagens que possam servir como motivação


11 de janeiro de 2019

Rituais Natalinos 2018

O Natal já passou, mas estava com esse texto, no rascunho. Hoje abri o blog para deletar, mas resolvi postar - serve para o ano que vem. Se bobear, amanhã a gente acorda e já é 2020. Exagerada!
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Como tenho duas casas, a paulista e mineira, e sempre passamos o Natal na casa paulista por causa das nossas famílias, a casa mineira acaba sempre com a decoração natalina improvisada. 

Como os americanos, fui atrás de uma árvore de verdade. Não, não fui a uma "Christmas tree farm" comprar um pinheiro. Fui no mato, em Nova Lima (MG), catar um galho seco. Trouxe arrastando até o carro, subindo e descendo morro. Essa sou eu!

O galho era grande demais e não cabia no carro. Pensei deixar lá, escondido numa moita, voltar pra casa e pegar o carro do marido. Mas como o conheço muito bem, certamente iria me fazer mudar de ideia, deixar o galho lá e comprar uma árvore artificial, igual a que temos em São Paulo. Mas eu gosto dessas aventuras tipo, colher com a mão a pimenta e o sal...

Então eu resolvi diminuir os galhos, quebrando-os. E ficou assim:
Fiz as bolas seguindo as explicações da Bertha, amiga e ex-aluna. Depois encontrei esse vídeo AQUI, onde explica nos mínimos detalhes.

Já na casa paulista, as meninas montaram  a árvore artificial. Eu montei o presépio e guirlanda. Filha caçula escolhe uma play list de músicas natalinas. No forno panetones - os últimos da temporada... Naquele clima, para mim, o Natal já acontecia!
Depois do trabalho, o justo descanso
Mas, por conta do pé quebrado, resolvemos passar o Natal num hotel, no litoral paulista, em São Sebastião.

Gosto das decorações do Natal e tudo o que envolve a ocasião, mesmo que eu tenha que passar o dia inteiro na cozinha. Faço porque gosto. Faço com prazer. Mas devo confessar que foi muito gostoso chegar no salão do hotel, lindamente decorado, com nossa mesa marcada, com uma vista maravilhosa para o mar
Cheirosos, frescos e descansados.


Assim passamos o Natal com nossos presentes mais valiosos. E isso é tudo.



9 de janeiro de 2019

Quando um carinho faz bem

Como faço, todos os anos, desde que comecei a escrever aqui no blog, sempre conto quando fico um ano mais velha. 

E no penúltimo dia de 2018 fiz 60 anos. Quase como tradição, fomos almoçar no mesmo restaurante italiano de sempre.
Então, naquele dia que acordei com 60 anos, convoquei a maquiadora oficial da família: filha, capricha aí na maquiagem! "Mãe, não posso fazer milagres!" eita carai

Como já contei aqui, quebrei o pé 2 semanas antes de sair de férias. Usei bota ortopédica durante um mês. Viajamos, fomos para a praia, fizemos inúmeros passeios, de barco, de carro, de trem, de uber, a pé e continuei usando a bota. Em São Paulo, fiz um RX. Médico olha, olha e pede para continuar com a bota. Eu, teimosa, depois de 30 dias, resolvo andar sem bota pela casa sem retornar ao médico para nova avaliação. Primeiro andei pela casa, devagar, com cuidado. Depois fui ao sacolão e fui indo, mas, em plena avenida Paulista, andando com muito cuidado porque havia chovido, caí feito uma bolacha mole. Mas dessa vez não fiquei lá, estatelada, esperando ajuda, tratei de me recompor, pois perco o tesão, mas não perco a pose, como diria uma velho amigo! Não foi um tombo tão violento como da primeira vez. Nem gritei. Levantei e fui andando. Depois de alguns passos ouvi uma senhora (japonesa) me chamando, oferecendo ajuda, perguntando se eu estava bem, se queria uma água. Olha, que fofa! Respondi que estava bem, agradeci e segui em frente.

Sim, eu fiquei bem (e nem fui chorar no banheiro!)

28 de dezembro de 2018

As louças e a louca

Aproveitando os dias de férias aqui nas bandas paulistanas, ontem eu e meu marido fomos conhecer Porto Ferreira - o mundo encantado das louças (e de algumas loucas, como eu).

Saindo da capital, você vai percorrer, em média, 230 km de estrada.  O passeio já vale pelas paradas na Starbucks e pelas estradas bem conservadas. São Paulo é o estado com as melhores. Mas como tudo o que é bom tem um custo, os pedágios são meio salgados. No total foram 6 para ir (R$ 49,55) e para voltar + 6 (R$ 47,70). Ou seja, reserve aí R$ 100,00 só em pedágios.

A maioria das lojas abre às 9 da manhã e fecha às 18 horas. Sábados e domingos também abre, mas vale a pena conferir antes, pois quando o final de semana junta com feriados, as lojas costumam não abrir.

A minha ideia era ir mesmo conhecer, pois louça eu já tenho demais. E quem resiste aos preços? Eu, com esse olho pobre, comprei minhas louças numa loja de segunda linha (Scalla Cerâmicas site AQUI). São peças com pequenos defeitos - alguns nem se percebe. Essa mesma loja, na mesma rua trabalha com peças   de primeira linha, com preços mais caros.  Mas como já falei do meu olho clínico para comprar coisa boa e barata, consegui boas, ótimas peças a preço muito, muito baixo.

Na região você encontra de tudo, desde flores, louças, vidros, muranos, palhas, madeiras. São diversas ruas que não pude percorrer como gostaria por causa do meu pé ainda com a bota ortopédica. Minhas compras foram essas:
Xícaras de chá a R$ 5,80 cada - pires de brinde. Escolhi cores diferentes
Prato almoço R$ 6,70. Com relevo R$ 8,20 - serve como prato de bolo ou sousplat
Prato sobremesa R$ 6,00 cada
Bowls R$ 4,90 cada
Prato grande para torta com pé R$ 35,50
Prato pequeno para torta com pé R$ 16,90
Mantegueira R$ 10,90.

Ao todo gastei R$ 221,70. Essa loja não aceita cartões, tudo em dinheiro. Já a de primeira linha sim. Mas com paciência consegue montar um belo aparelho de jantar nessas lojas de preços mais em conta. E não precisa ser tudo combinandinho - coisa meio cafoninha hoje em dia! O divertido é brincar com as cores. 

Veja como montei a mesa de café da manhã hoje aqui em casa. A toalha super colorida. Já fiz o passo a passo desse modelo AQUI no blog. Se você sabe costurar o básico, vai conseguir. Se não, vem fazer um cursinho básico lá no ateliê a partir de fevereiro. Inscrições a partir de  15 de janeiro. Vem?
O melhor de tudo foi esse prato para bolo de R$ 35,50 com pé. Infinitas possibilidades. Dá até para levar o papel higiênico quando o marido grita lá do banheiro: Tem papel? 
Havia outros modelos, ainda mais em conta, como esse por R$ 27,50. Quase me atiro na estrada por arrependimento por não ter comprado! Olha que presentão, mulher! Confecciona uma caixa bem linda daquelas que ensino, sabe como é? Pronto, vai lá se exibir na casa da amiga, se fingindo de rica!
E os passarinhos? Ah, nem mais quis saber de passarinho. Pra mim já deu. Os menores, iguais aos meus por R$ 1,90 cada. Os demais tamanhos de R$ 2,50, 3,40 e 4,20.
Tentando uma frase para determinar esse texto... Pode ser com ponto final? Então tá. Ponto final

13 de dezembro de 2018

Os sonhos e ratos

Sonhei que a nossa cachorrinha, beagle, havia comido um rato. Pensa num bichinho fofo, criado a pão-de-ló,  que quase sempre dorme em cama macia com sua dona, a ilustríssima filha desobediente quanto a isso.
Acordei pensando o que aquele sonho poderia significar. Pois bem, fui ao salão de beleza retocar minhas luzes. Pedi à moça que apenas retocasse as raízes e escurecesse poucas, pouquíssimas mechas, pois com as lavagens o cabelo vai ganhando um tom muito claro e amarelado.

Virou, remexeu o cabelo para todos os lados, anotou as tonalidades, fez as misturas, aplicou, lavou e...

- Ah, mas as mechas sumiram. Você cobriu tudo com a tinta mais escura!

- Não, depois que secar vai ver que não. 

Bem, pinto meu cabelo desde os 20 e poucos anos. Sei do que falo.

Ficaram curiosas como ficou a tonalidade?

Cor de pelo de rato.

E nenhuma foto que eu mesma tirei representou a cor que vejo no real. Espero que, depois de algumas lavagens a cor venha a ficar como eu gostaria.

Moral da história: não deixe de acreditar em seus sonhos, pois eles podem se tornar realidade!

Sem mais para o momento, subscrevo-me, 

Com muita atenção e (raiva)

11 de dezembro de 2018

A loja de (in) Conveniência

Quebrei o pé. Faz 15 dias que ando com uma bota ortopédica, impossibilitada de sair na rua, de dirigir. Impossibilitada de ser eu!

Fui levar o carro para fazer um serviço na concessionária. Enquanto aguardava o serviço que levaria umas duas horas, resolvi ir ao centro, de Uber. Chamei, esperei, esperei... Não veio. Resolvi atravessar a rua, ir até a loja de (in) Conveniência, ao lado do posto de gasolina,  tirar um dinheiro. A loja estava com várias pessoas, o posto também -  uns aguardando a lavagem do carro, outros dentro esperando abastecer. O sol estava de rachar.

Acabei de atravessar a avenida e pum, rolei pela calçada. Dei um grito e fiquei lá no chão, caída, com o rosto na calçada quente. Tentei levantar e não consegui. Bem, é certo que alguém virá me ajudar. Não estamos vivendo num mundo tão politicamente certo? Onde só o fato de pronunciar uma palavra fora do politicamente correto, já corremos o risco de sofrer algum processo? Quem ousaria não me ajudar? 

Mas não veio ninguém. Arrastei até o poste e me agarrei nele, como um bêbado. Levantei e saí com o pé arrastando, a calça rasgada nos joelhos, gemendo de dor. Fui até o banheiro da loja lavar os cotovelos, joelhos e bochechas dos arranhões. Caí em prantos diante do espelho.

Ninguém parecia se preocupar com minha dor. Chorei de tristeza, de humilhação. Chorei pelo abandono. Muito triste. Havia homens e mulheres. Povo selvagem.

Enquanto esperava meu marido, fiquei lá, sentada em uma das mesas da loja, refletindo sobre a vida, sobre aquelas pessoas cruéis. Será que são aquelas pessoas que vão às redes sociais julgar os outros, condenar, ofender? Aquelas pessoas que saem em defesa dos cachorros e dos mais indefesos? Pessoas que proclamam pela paz, justiça e igualdade?

Se proclamam pela paz e solidariede, começem pelas atitudes pequenas que nos tornam grandes! (e menos inconvenientes)