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11 de outubro de 2020

Vamos fazer panetone? parte 1

Panetone lembra a minha juventude, solteira ainda morando na  casa dos pais. Meu cunhado trabalhava na Bauduco de modo que, em outubro os primeiros panetones começavam a fazer parte dos cafés da manhã lá de casa.

Não havia mesa posta, xícaras combinando com os pires. Aliás, acho que nem pires havia. Mas era tão gostoso comer uma fatia de panetone enquanto me arrumava para o trabalho. Naquela época eu era, das solteiras,  a mais velha e a única que tinha carro. Dava carona para todas as irmãs. E como sempre fui pontual em meus compromissos, logo cedo já começava a ameaçar em deixá-las para trás.

Acho que elas me odiavam por isso. Depois elas foram, uma a uma comprando seus carros e me libertando dessa obrigação. Todo dia aquela ladainha: "quem quiser ir comigo, que esteja pronta. Não é o motorista que deve esperar, é a carona. Se quiser!"

Hoje tenho minha própria casa, meu espaço e meus panetones, liberta de qualquer obrigação a não ser na luta por me tornar um ser humano cada dia melhor (às vezes dou lá minhas escorregadas). Mas vamos ao que interessa? A receita está no próximo post.


Vamos fazer panetone? Parte 2

Ingredientes da esponja:
1 xícara (chá) de farinha de trigo
1/2 xícara (chá) água
1 tablete de fermento fresco

Ingredientes para a massa:
2 1/2 de chá de farinha de trigo
1/2 xícara (chá) de açúcar (cristal ou refinado)
4 gemas
1/3 de xícara (chá) de leite
75 gramas de manteiga em ponto pomada
1/2 colher (chá) de sal
raspas de 1 limão
raspas de 1 laranja
1 colher (sopa) essência baunilha
1 colher (sopa) vinho tinto
1 xícara (chá) frutas cristalizadas
2/3 xícara (chá) uvas-passas (escuras ou claras, tanto faz)
óleo para untar as mãos
pedacinhos de manteiga para por por cima na hora de assar
2 formas descartáveis para panetone de 500 gramas

A primeira coisa a fazer é a espoja, que é o fermento misturado com água e farinha. Coloque na própria tigela da batedeira. Bata para misturar bem. Já uso o gancho para massa pesada, já que vou precisar dele na hora de juntar os outros ingredientes. Mas pode bater à mão.
Depois que bateu, cubra a tigela e deixe descansar por meia hora. Vê como eu nem retirei a tigela? Depois que crescer irei misturar os outros ingredientes nela.
Então, enquanto a esponja cresce, já vai se separando os ingredientes por ordem. Fica mais fácil, assim:
Misture numa tigelinha à parte as gemas e o leite
Em outra tigelinha, junte raspas da laranja, do limão, o vinho e a baunilha.
Separe a manteiga num pratinho. Se não tem uma balança, use o marcador da embalagem.
Em outra tigela misture o sal, o açúcar e a farinha
Em outra tigela, misture as frutas cristalizadas e a uva-passa.  Porém, vi uma dica para deixar a uva-passa de molho uns 30 minutos antes de misturar para que fique macia dentro do panetone.

Depois que deixou de molho, escorra a água e junte com as frustas cristalizadas e, antes de usar, salpique farinha de trigo por cima e mexa. Isso fará que as frutas não fiquem no fundo da massa depois de assada.
Pronto. Já se passaram 30 minutos, a espoja já cresceu o suficiente
Agora abaixe o gancho da batedeira, ligue e vá adicionando os ingredientes, nessa ordem:
Leite com os ovos
Raspas da laranja, limão, vinho e essência baunilha
Adicione a manteiga em 3 partes.
A farinha junto com o sal e açúcar
Desligue a batedeira. Se estiver amassando à mão, essa solva leva uns 15 minutos. Na batedeira leva uns 7. Depois que bateu tudo muito bem, fica assim, uma massa meio mole, grudando nas mãos. 

Agora misture com uma colher de pau as frutas cristalizadas e a uva-passa
Cubra a tigela e deixe crescer durante 2 horas
Finalizada as duas horas, a massa triplicou de volume
Passe um pouquinho de óleo na bancada e nas mãos. Coloque a massa na bancada, divida em duas partes, caso vá assar 2 panetones de 500 gramas cada. Nessa receita eu dividi em 4 panetones de 250 gramas cada um. Coloque cada parte nas formas
Cubra com pano e deixe descansar mais 1 hora e meia.
Aqui não fotografei os panetones crescidos antes de irem ao forno. Esqueci. Faltando uns 15 minutos antes de completar essa uma hora e meia, aqueça o forno em temperatura de 180 graus. Em cada panetone faça um "x" com a ponta de uma faca e coloque um pedacinho de manteiga no meio de cada "x", isso fará a massa ficar macia.

Leve ao forno por, aproximadamente 40 minutos ou até que fiquem corados.
Depois de frio, embale em sacos plásticos, guarde num armário por até 5 dias.
Nessa temporada eles não ficaram nem 3 dias guardados, pois dei alguns de presente, comi outros, servi às amigas nos cafés de dezembro...

18 de agosto de 2020

Faz da tua casa um lugar criativo

 Quando a vida lhe der laranjas...Faça um suco e aproveite as cascas!!!

Você vai precisar apenas de

  •  250ml desse suco + uma caixinha de gelatina sabor abacaxi + 250 ml de água fervente e chantilly para decorar ou suspiros (gosto de usar eles quebrados grosseiramente ou aqueles bem pequenos, delicados, comprados prontos.

Corte uma tampa em cada laranja e extraia o suco. Depois disso, com a ajuda de uma colher, retire todo o miolo e reserve.

Misture o pó da gelatina na água fervente, mexa, adicione o suco de laranja, mexa e preencha cada laranja com essa mistura. Leve à  geladeira para firmar bem. Na hora de servir, decore com chantilly fresco, batido. 

Por que gelatina de abacaxi? Porque desconheço gelatina de laranja. O sabor do abacaxi combina bastante com a laranja.

Não desperdice as "taças", utilize-as para plantar suculentas. Aqui nem cheguei a plantar, apenas coloquei o vasinho de plástico dentro.
Decore a mesa das refeições, a bancada da cozinha, do banheiro...
"Faz da tua casa uma festa: ouve música, canta, dança...
Faz da tua casa um templo: reza, ora, medita, pede, agradece, louva, suplica...
Faz da tua casa uma escola: Lê, escreve, desenha, pinta, estuda, aprende, ensina...
Faz da tua casa uma loja: Limpa, arruma, organiza, decora, etiqueta, muda de lugar, vende, doa...
Faz da tua casa um restaurante: Cozinha, come, prova, cria receitas, cultiva temperos, planta uma horta...
Enfim, faz da tua casa, da tua família, um lugar de amor criativo"
(desconheço o autor desse texto sobre a quarentena em casa)


17 de agosto de 2020

Torrões de açúcar

Como eu disse na postagem anterior, e como aprendi coisas nesses dias de pandemia, trancada em casa. Uma seguidora amiga lá no Instagram me manda fotos de torrões de açúcar: "Achei que você fosse gostar desta receitinha". Nossa, como gostei! Acho esses mimos à mesa tão delicados...
Não tinha a menor ideia de como era fácil e terapêutico fazer, pois com apenas: 
  • 1 xícara de chá de açúcar refinado (testei com o cristal e não ficou bom) 
  •  1 colher de sopa de água
  •  mini forminhas 
Faz assim:
Com uma colher, mistura-se bem o açúcar com a água, coloque nos buraquinhos da forma, aperte bastante para que fique bem socado. Espere meia hora e retire da forma com muito cuidado. Deixe secar por umas 3 horas. Gosto de deixar de um dia para o outro. Coloque em vidros, venda, presentei, organize um cantinho de café, arrume a mesa. Não é um amor? 

Comprei formas de acetato, baratinhas, reutilizáveis no formato de quadradinhos. Testei com a forma de coração, mas ainda não encontrei uma que fosse bem pequenina, pois nesse tamanho é ideal para adoçar uma xícara de chá, além de ficar um charme na mesa. 

16 de agosto de 2020

Biscoitinhos amanteigados (já pensando no Natal)

Biscoitos amanteigados para ajudar na renda familiar para você, minha amiga, que ficou desempregada. 

Querido diário, há 5 meses que o mundo gira em rotação lenta. Há dias que parece não girar, outros dias parece que gira em sentido contrário...

No início do isolamento, passamos todos os dias em casa, saindo apenas um membro da família para fazer compras de mercado e farmácia. Aquela nova rotina causava a sensação de não saber que dia era ontem, qual dia era hoje e qual seria amanhã, causando uma confusão em nosso relógio biológico. Só me dava conta quando era sábado e domingo quando via o computador do marido fechado em cima da mesa. Mas para mim, que suspendi todas as aulas e não tinha como fazer home-office, a rotina doméstica não mudava. Tive apenas muito mais tempo livre para "servir" a família. 

Ah, e como servi, como aprendi coisas, coisas das quais nunca havia tentado. Pintei quadros, plantei vasos, decorei... fiz coisas do arco da velha para manter a saúde mental bem. 

Hoje, enquanto a família dormia, ocorreu-me fazer biscoitos, já pensando no Natal, nos encontros... Como será?  Pelo sim, pelo não, já sei fazer biscoitos natalinos, muito fácil, terapêutico, preencheu a minha manhã, encheu a casa de aroma familiar, lembranças de antigos natais, risadas pela casa...

Tão delicado oferecer uma prenda, em vidros, em latas...

Em cestos, dispostos na mesa
Uma receita rendeu 800 gramas - talvez mais, pois logo que iam saindo do forno, as filhas iam roubando.

Ingredientes:

200 gramas de manteiga em temperatura ambiente (não vale usar margarina, pois são biscoitos amanteigados)

3 1/2 xícaras (chá) farinha de trigo

1 1/2 xícaras (chá) açúcar

1 ovo

2 colheres (chá) fermento em pó (fermento de bolo)

1/2 colher (chá) extrato de baunilha (ou essência), mas não usei

1 pitada de sal

Na batedeira (ou à mão), bata o açúcar com a manteiga por uns 3 minutos até que fique um creme claro, acrescente a baunilha e o ovo, bata mais um pouco. À parte, misture a farinha, com o sal e o fermento e vai adicionando aos poucos ao creme e continuei batendo. Depois pare a batedeira e amasse a massa com as mãos até ficar com aspecto liso Leve à geladeira por cerca de uma hora. Passado esse tempo, unte uma forma com manteiga e farinha (eu uso papel manteiga, dispensando untar e enfarinhar).

Pré-aqueça o forno a 180 graus.  Divisa a massa em 4 partes e vai trabalhando com uma parte de cada vez, enquanto as demais ficam na geladeira. Abra com um rolo na espessura de uns 3cm e vai cortando com o cortador de biscoito. Prefira figuras pequenas - todas do mesmo tamanho para assar por igual. Pré-aqueça o forno a 180 graus e leve para assar por aproximadamente 10 minutos, até que fique com as bordas mais escuras. Depois que retirar do forno eles continuam assando. Assei em várias "fornadas".

Se você pensa em fazer esses biscoitos para venda - o que acho uma ótima ideia - avalie os custos, mas ao meu ver, vale muito a pena, pois o custo maior é com a manteiga. Tenta não comprar nada, reutilize vidros - peça para os vizinhos guardar. Lave bem, esterilize, faça uma etiqueta artesanal com capricho, pesquise na net. E já vai pensando no Natal.






1 de abril de 2020

Dias de Fico

Em minha última postagem, terminei dizendo que a viagem a Cunha continuaria nos próximos posts. Porém, diante dessa tristeza que vivemos, nem acho ético ficar aqui falando e mostrando dias felizes.

Também não quero vir aqui, como muitos fazem, destilar ódio contra os governantes do mundo, apontar o dedo, acusar, dar palpites. Quem sou eu? Eu,  humilde dona de casa, costureira, que sei apenas lidar com meus assuntos familiares ou sobre corte e costura. E, sinceramente, nem queria ter a inteligência para entender de política, pois o que vejo é apenas uns contra os outros. Um mundo onde deveríamos todos nos unir, ajudar aos outros...

Então eu venho aqui falar como estamos vivendo esses dias de confinamento aqui em casa. Não vou dizer que está sendo horrível, terrível esse confinamento porque eu gosto de ficar em casa, me sinto muito bem cuidando da minha casa, da minha família, servindo.

Diariamente tenho postado no Story do Instagram cenas do nosso cotidiano, onde ensino algumas receitas, dou dicas para fazer coisas em casa, evitando sair ao máximo na rua, enquanto marido e filhas fazem home-office. Sou a favor que pessoas saiam para trabalhar - apenas para trabalhar - naquele ramo de atividade de extrema necessidade, como comida, remédios e, claro, hospitais. Alguém precisa sair às ruas para que o mundo possa continuar a existir.

Faz 15 dias que não saio nem para pegar a correspondência. Abasteci a despensa para os 15 primeiros dias, não com o intuito de estocar alimentos e deixar outros sem, mas para evitar sair todo dia, correr menos riscos, espalhar algum vírus, caso eu tenha e não apresentei sintomas. Fiquem em casa quem pode ficar! Eu posso, eu fico! E se é para o bem da nação, diga ao povo que fico! Dias de fico.

11 de março de 2020

Cunha, SP - a cidade das lavandas

Saímos uns dias de férias, eu e marido, sem grandes planos, como nos velhos tempos, quando viajávamos com uma pequena bagagem e um Guia-Brasil debaixo do braço. 

Como estávamos em São Paulo, pegamos a Via Dutra em direção ao Vale do Paraíba, que já nos abria um feliz leque de oportunidades, pois a maioria das cidades daquele pé da mantiqueira é bonitinha, agradável  e com muito verde.

Só fomos decidir nosso roteiro quando paramos em São José dos Campos a 90 km da capital paulista. Digitamos, no Google Maps "Cunha, SP", que fica a 134 km de São José. Fomos seguindo as ordens da mulherzinha do Google Maps:  "curva à direita; curva à esquerda a 300 mts..." E como tem curvas aquela estradinha que liga Guaratinguetá a Cunha!
Quaresmeiras, abundantes em flores roxas e lilás, vaquinhas brancas pastando ao pé dos morros iam colorindo nossa viagem. Se não chegássemos a lugar  algum,  a estrada já tinha valido a pena.

Há beleza para quem quer ver; há vida para ser vivida... Tantos lugarzinhos bonitos, portinhas e portas nos convidando fazer uma parada, tomar um café e prosseguir viagem... e, se a intenção (ou condição) é não pernoitar, vai num bate-e-volta (para quem mora nas imediações de SP). Mas você já vasculhou  arredores da sua cidade? Já pensou fazer uns passeios assim, sem compromisso? As coisas mais simples, sem planejamento, são as melhores coisas da vida. Se não pode fazer longos planos, viagens grandiosas para os mais diversos continentes, viaje aqui pertinho mesmo - só não dá para viajar na maionese, né? Claro que atravessar o oceano não se compara a um bate-e-volta, mas viva dentro da sua possibilidade. Aproveite as pequenas possibilidades que a vida lhe oferece. Temos o ingrediente mais importante que se chama vida! Compreendo que nem todo mundo tem uma companhia que topa os mesmos passeios, pois cada um tem sua escolha. Mas foi escolher um cara justamente o oposto de tu, mulher?  Tenta persuadi-lo, dizendo em voz doce:  "querido, você é quem decide, o que decidir está bom" - homens adoram ter o controle. Depois desse dengo ele vai se jogar na sua estrada. Vai por mim. 

Chegamos em Cunha quando já era fim de tarde. GPS nos direciona ao centro, de ruas estreitas e casinhas amontoadas, mas tudo bem bonitinho e limpo. Um povo simples, risonho, de fácil convívio...
 
...e apenas uma breve pesquisa  no site Book.com foi suficiente para já estarmos hospedados em uma charmosa pousadinha, que mais parecia um ateliê de costuras... logo na entrada essa máquina de costura nos dava as boas-vindas.
Naquela tarde éramos os únicos hóspedes -  a casinha linda só para nós dois. Um amável gerente veio nos receber entregando as chaves, pois é esse o conceito da pousada: você é o dono da casa, com o conforto de encontrar tudo organizado para sua estadia, mas não se trata de Airbnb ou hostel, é uma pousada tradicional - só não tem aquele recepcionista e funcionários circulando pelos espaços, lhe tirando a privacidade para ir ao jardim, desfrutar da lareira, da piscina...  Deixou um bule de chá e foi embora e só nos encontramos no dia seguinte, no café da manhã. Tudo fresquinho e bonito; mesa posta, vista linda, friozinho da serra...Tudo estava perfeito. Eu numa felicidade zen, rindo e sorrindo para todas as florzinhas que encontrava pelo jardim...

 Da mesa do café avista-se o pequeno lugarejo, com a igreja e o sino tocando a cada uma hora. Não lembra aquelas vilas da Toscana? Poder conhecer o mundo é maravilhoso, mas se não é possível, conheça seu pequeno mundo ao redor.
 Nessa pequena viagem conhecemos tantos lugares interessantes, que vou contar nos próximos posts. Nesse eu falo dos campos de lavanda.

O Lavandário é um campo destinado ao cultivo de lavandas e ervas aromáticas, de propriedade particular. As mudas foram trazidas da França, adaptadas ao clima ameno de Cunha. É aberto ao público de quinta a domingo e os feriados. A melhor época para visitar é quando inicia o outono,  com clima mais seco, onde a floração fica mais intensa. O dia que fomos estava chuvoso e as fotos que tirei lá não ficaram boas, não fazem jus à beleza do local, por isso roubei essa foto da net, que deve ter sido feita na temporada, onde os campos estão bem roxos. Para saber mais, sobre preço, horário e tudo mais,  clique Lavandário.
Mesmo que a visita não for em época própria, como a nossa, vale a pena conhecer.
Já o Contemplário, outro campo de lavandas,  abre a partir de quinta-feira, embora, como falei lá em cima, o melhor período para  visitação é na seca. Não sei se foi a emoção do momento, mas a máquina estava posicionada em modo não apropriado. As fotos que consegui não condiz com a visão ao vivo, com cheiro, zumbido de abelas, canto dos pássaros e o leve vento fresco. Uma paz. Para saber mais, clique Contemplário.
Observaram a abelha pousando? É assim o tempo todo, mas não se preocupem porque elas não estão interessadas em você.
Mas se você já foi ver os campos de lavanda na Provence, na Franca, baixe as expectativas. Não vale comparar, pois são climas e culturas diferentes. 
Nossa viagem não para por aí. No dia seguinte, depois do café,  descemos para Paraty, pois são apenas 46 quilômetros percorridos por uma sinuosa, florida e linda estradinha. Manacás da serra e neblina se apresentavam diante do nosso para-brisas. E fomos descendo, descendo. Pegamos um pouco de chuva, mas estava bom demais. Almoçamos por lá e subimos depois de perambular pelas ruas de pedras, rever tudo o que já havíamos visto em outras tantas idas a Paraty, mas nunca havíamos ido a Cunha. Vale, vale o passeio. Se você for como eu, que gosta de sossego, jantar em bons restaurantes, respirar verde e ar puro, vá passar uns dias em Cunha. fomos almoçar em Paraty, já no estado do Rio de Janeiro. Uma estradinha linda, cheia de curvas liga os dois Estados.

À noite saímos para jantar no centro, em um restaurante bastante simpático, com antiquário (Il Pumo), já que a maioria dos restaurantes ao redor só abrem a partir de sexta-feira. Portanto, se for fora de temporada ou feriados, vale lembrar que tudo funciona apenas a partir da sexta-feira. Um ponto negativo da viagem foi esse. Na estrada que liga Cunha a Paraty, há diversos restaurantes e bistrôs estrelados, com a mais variada culinária que vale a pena voltar muitas e muitas vezes.

E assim passamos dias felizes, do nada. Porque a vida acontece do nada e termina do nada!