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30 de junho de 2018

Passo a passo toalha de mesa com barrado

Uma toalha de mesa para ser bonita, que salta aos olhos de quem vê, deve ter barras largas, barrados bonitos. O tecido tem que ser encorpado, para cair pesado, elegante, bonito... Porque aquelas bainhas simples, iguais de lençol... ai, pobrinho de mais. Vamos fazer uma bem bonita, assim?  Você só precisa saber costurar e cortar reto. Os tecidos são simples, de fácil acesso: tricoline e algodão cru. 

Essa toalha tem 1.27 x 1.27. A mesinha tem 1 x 1 mt. Faça a sua do tamanho que quiser. A técnica é a mesma. Mas não deixe de usar tecido 100% algodão, previamente deixados de molho. Usei tricoline na parte central + algodão cru nas barras e + algodão cru em todo o verso, pois a tricoline é um tecido fino para uma toalha de mesa. Cortei:

  • Para o tecido central (tricoline) 1 mt x 1 metro 
  • Para as barras (algodão cru) cortei 4 barras, todas com 15 de altura, mas duas com 1.10 e as outras duas com 1.30 - Preste atenção para não cortar todas do mesmo tamanho!
  • Para o forro (algodão cru) 1.27 x 1.27. Deixe para cortar essa parte no final, pois dependendo do tamanho da sua margem de costura poderá faltar.

O primeiro passo foi costurar as duas barras  menores nos dois lados do tecido central, de um lado e de outro, assim:
Vá lá no ferro, vire as costuras todas para um lado. Coloque as outras barras maiores e costure, de um lado e depois do outro. 
Depois que costurou, volte pro ferro, passe. Vai notar que nas duas extremidades dessas faixas sobrou um pouquinho de tecido. Sim, cortei um pouco maior, justamente para acertar depois.

Refila as sobras
O resultado desse lado é esse: 1.27 x 1.27. Só falta costurar o forro que deve ter essa mesma medida.
Com o tecido do forro, direito contra direito, alfinete tudo muito bem, deixando tudo esticadinho, sem sobras
Agora é só costurar os 4 lados, deixando um espaço de aproximadamente uns 20 cm para desvirar
Desvire
Acerte todos os cantinho, deixando tudo bem ajustado, passe a ferro, feche a abertura com pontinhos invisíveis e está pronta

E com uma toalha dessas, dá vontade por a mesa, montar um cenário de sonho e servir um café para quem veio fazer aula. Hoje veio a Carol fazer seu lindo pijama num sábado de sol. Sim, pois ela trabalha durante a semana toda em horário integral!
Servi chá, café, bolo, torrada e crepioca que aprendi com a filha. Carol adorou. Durante o café sempre temos uma troca de conhecimentos culinários. 
E olha ela aqui, vestida com seu recém pijama/agasalho. Dá até para ir embora vestida assim, pois esse modelo é bem discreto e comportado. Dá para passear com o cachorro, ir ao mercado, tomar café da manha quando temos hóspedes em casa, ficar arrumadinha nos dias frios...

Para fazer esse conjunto completo são necessárias duas aulas seguidas (total 4 horas). Quer ficar assim, linda como a Carol? Entre em contato comigo pelo e-mail helenacompagno@hotmail.com ou pelo whatsApp 31.9.9296.8933.  Dia 13 saio em férias e só volto na primeira semana de agosto.


   
 
Adoro receber fotos das seguidoras que fazem o que posto aqui. Faz e mostra pra mim? Tentou e não conseguiu? Entre em contato comigo pelo meu S.A.C. (Serviço de Atendimento à Costureira)

28 de junho de 2018

Pequenas felicidades presentes

Vamos fazer quadros para enfeitar a casinha?

Já moramos em diversos lugares, em inúmeros apartamentos e casas - a maioria alugada, onde tudo era meio provisório, com móveis e coisas reciclados. Mas ainda carrego em mim esse ranço de aproveitar coisa velha - o que acho bem gostoso -, de catar coisa no lixo e transformar em algo novo e útil. Marido vive pedindo: "ah, não, jogue isso fora!" Jogo nada!

Com as reformas que fizemos aqui em casa, retirei todos os quadros das paredes. Depois da pintura recoloquei alguns em outros lugares, pintei algumas molduras, mas sobrou uma parede sem quadros. 

Sento no sofá e olho para aquela parede vazia de lembranças. Daí tenho uma ideia: Digito na barra de endereços do computador: "Imagens São Paulo antiga", pois é lá que moram as minhas maiores lembranças. E um arranha-céu de prédios, dias frios e chuva e de manhãs de garoa se abrem na tela do meu computador. 

 

Ah, São Paulo, meu amor!!! Por que não pensei nisso antes? O link está AQUI.
Escolhi as imagens, salvei no pendrive e fui numa gráfica express imprimir em papel próprio. Lá eles só tinham papel 50x40 - menor do que as minhas molduras. Mas a falta de paciência em procurar outra gráfica fez eu decidir imprimir assim mesmo. 

Em casa, já de posse das imagens impressas, peguei uma folha de papel  colorset (o mesmo que uso para forrar as caixas) e recortei do tamanho do vidro. Centralizei a imagem impressa em cima do papel, colei com cola em bastão e finalizei com uma moldura em palpel preto, também colorset. Recoloquei o vidro e ficou pronto!

Eu já tinha as molduras, mas na Leroy, Etna e até mesmo naquelas lojinhas do centro você encontra.
O quadro abaixo é um conjunto de 2 quadros (sol e lua) que ganhei de uma amiga há muitos anos. Suas molduras já foram douradas, já foram bege pátina e agora são na cor ouro velho - sobra da tinta que pintamos a escada. Moldura clara na parede clara não ia realçar. 
As paredes que antes eram verde erva-doce e verde kiwi, receberam novas cores (chumbo e branco gelo). Fazia tempo que namorada esse chumbo em algumas paredes. Uns diziam que ia escurecer o ambiente, outros que era triste demais. Eu acho moderno demais! E nada é para sempre. Certo? 

O par do outro quadro permaneceu como antes, fazendo contraste com a parede chumbo.
 Outra moldura clara na parede escura
E o sofá, que antes era areia em chenile, tive que forrar com essa estampa "de pastilhas" para me poupar de aborrecimentos. "tira a cachorra do sofáááááá". E como não gostei da estampa, tento camuflar com essa manta, que já foi toalha de mesa. O tecido usado na "manta" é algodão cru e as barras em tricoline.
A almofadinha verde foi presente da Lígia gaúcha, que já foi aluna e hoje é amiga. A toalhinha de centro foi presente da sogra, uma ex crocheteira de mão cheia. 

Um dia serei uma ex costureira, ex blogueira, ex professora de costura e arte; ex dona de casa... Um dia serei uma ex pessoa. Então vamos viver de pequenas felicidades presentes? 

15 de junho de 2018

A manhã com mulheres artesãs

Habita em mim a alma de um carpinteiro! Vivo inventando coisas com madeira para enfeitar a casinha, para facilitar a minha vida, para tornar tudo mais artesanal. Vivo cercada de mulheres artesãs. Aprendo com elas; elas comigo. Sempre tenho um olhar artesanal para aquilo que vejo, seja na loja de materiais de construção, no supermercado, no meio da estrada por onde andamos. Sempre imagino que aquilo pode ser transformado naquilo. 
Alunas que vêm em casa e veem minhas artes, logo perguntam se não ensino. Sim, ensino. 

Hoje dei uma oficina para duas ex-alunas - duas muito queridas que tenho muita estima e orgulho porque como eu, são mulheres artesãs. Uma é a Ju, que já falei dela inúmeras vezes e a outra é a Patrícia, super habilidosa, que também já falei dela - uma mulher artesanal. Fizemos suporte para panelas, com suas inúmeras utilidades. A técnica consiste em colar azulejos na madeira; colar madeira com madeira e pintar tudo. Se for usar como quadros, pendura-se ganchinhos. 
Enquanto iam trabalhando, iam conversando, falando das costuras que aprenderam aqui comigo, das criações que vieram depois. Davam ideias, eu dava outras ideias. "Ah, Helena, essas aulas são mais do que aulas, é uma terapia!" E é tão delicioso estar nesse ambiente, fazer parte dessas historias...
Devido às obras ainda na parte de baixo do apartamento, não pude arrumar a mesa como gostaria, pois nada está no lugar de costume. Mas não faltou um bom café, leite, mate, bolo de limão, pudim de pão com calda de laranja e, acreditem, pizza!!!! Sim, pizza no café da manhã! Não se come frios e pães pela manhã? Fiz a massa e molho na véspera; deixei tudo cortado e separado na geladeira. Na hora de servir, foi só montar e levar ao forno. Massa e molho feitos em casa artesanalmente. A receita está nos livros da Rita Lobo, mas faço umas adaptações para caber no meu bolso e no meu gosto.
Não gosto de servir a pizza na própria forma de alumínio. Aliás, não sirvo nada na forma. Aquelas formas em alumínio amassadas, então, um horror. Acho o máximo do desleixo. Afinal, uma louça arrumadinha não custa o olho da cara. Ai, gente, não deixa de me convidar por isso não, poxa! eu falo isso porque é verdade, a anfitriã toda montada no cabelo escovado, com salto, unhas esmaltadas e as panelas na mesa, amassadas? Beleza também vai à mesa, comadre!  Mas como eu disse, hoje estamos em obras, com tudo fora do lugar. Ideal assar na forma de pedra. Além de bonita, ela mantém o calor.
É terapêutico fazer pizza. É econômico! A receita que vou passar dá duas pizzas grandes (8 pedaços cada pizza). Se quiser uma pizza com a massa mais grossa, faça uma apenas ao invés de dividir em duas.

Ingredientes para a massa de duas pizzas grandes (8 pedaços cada pizza)

  • 3 xícaras (chá) de farinha de trigo (niveladas)
  • 1 xícara (chá) água temperatura ambiente 
  • 1 colher (sopa) fermento biológico seco - uso metade do sachê do fermento. Guarde na geladeira o que sobrou para outra vez que for fazer mais pizza
  • 1 colher (chá) açúcar (nivelada)
  • 1 colher (chá) sal (nivelada)
  • 2 colheres (sopa) de azeite (ou óleo)
  • Farinha de trigo para polvilhar a bancada
  • Fubá para polvilhar a assadeira

Modo de fazer a massa.
  • Diferente do que ensina no livro, gosto de pré-assar a massa e guardar na bancada se for usar mais tarde; na geladeira se for usar uns dias e no freezer se for usar até 3 meses. 

Coloque numa tigela a água, o fermento e o açúcar. Misture bem e deixe descansar por cerca de 10 minutos. Acrescente o azeite (ou óleo), o sal e vai adicionando a farinha, aos poucos, e amassando. Nem sempre utilizo toda a farinha indicada, pois isso vai depender da qualidade da farinha que está usando. O ponto bom é quando ela ficar lisinha e desgrudando da mão. Vai amassando, esticando, sovando. Isso leva cerca de uns 15 minutos. Se você tem uma batedeira para massa, utilize. Eu, particularmente, gosto de amassar nas mãos. Acho mais romântico e terapêutico. Ah, e se fizer a dois (não é o caso aqui de casa), vai ficar mais romântico ainda. Amôôô prova daqui, amôôô, amassa dali... E se enlaçam e se abraçam... Ai, Jesus, olha a pizza!!!!Olha a pizzaaaaaa!!!

Depois de tanto amasso, embrulhe num papel filme ou numa vasilha com tampa e deixe descansar por 1 1/2 hora. Enquanto a massa descansa e triplica de volume, vamos preparar o molho que faço à minha moda, num vapt-vupt. Nada de molho pronto. Perde o romantismo. Eu perco o tesão! 

Ingredientes do molho para duas pizzas apenas:

  • 2 tomades
  • 1/4 de um pimentão sem as sementes
  • umas 6 folhinhas de manjericão fresco
  • 1/4 de uma cebola
  • 1 dente de alho amassado
  • 1 colher (sopa) azeite (ou óleo)
  • 1 pitada de sal
  • 1 pitada de orégano seco

Bata no liquidificador os tomates, pimentão, cebola, alho e manjericão e passe por uma peneira para retirar as sementes dos tomates. Leve uma panelinha (ou caneca pequena) no fogo, coloque o azeite (ou óleo) e jogue o molho. Deixe ferver, abaixe o fogo e conte uns 10 minutos apenas. Desligue, adicione o orégano e o sal. Pode guardar esse molhinho em um vidro na geladeira, caso vá fazer s pizza depois. Eu costumo deixar tudo separado e pronto na geladeira. Na hora de montar a pizza é mais rápido e prático, principalmente se tem visita. 

Decorrido o tempo de crescimento da massa, aqueça o forno, polvilhe a bancada com farinha de trigo e divida a massa em duas partes. Abra com o rolo formando um círculo maior do que o diâmetro da forma. Esse processo é o mais difícil porque ela tem que ficar uniforme sem rasgar. Demorei algum tempo para conseguir essa proeza. A massa fica fina e crocante. Mas se quiser uma massa mais grossa e farta, use toda a massa para uma forma apenas. Polvilhe o fubá na forma, estenda a massa, ageite bem, faça furos com o garfo e leve ao forno médio. Cuidado para não assar demais, pois lembre-se que essa mesma massa vai voltar pro forno com o recheio. Retire do forno, coloque o recheio e volta pro forno novamente. Se for usar em outra ocasião, espere esfriar, embale em sacos plásticos e guarde, na geladeira ou freezer. 

Ingredientes do recheio para uma pizza. Se for fazer duas, duplique.
O recheio pode variar como frango desfiado, atum, berinjela refogada, abobrinha e o que mais seu paladar, bolso e disposição permitirem. Essa de muzarela acredito ser a mais econômica. 

  • 1 tomate cortado em rodelas finas
  • 6 azeitonas (pretas ou verdes) sem o caroço
  • 2 bandejas de queijo mussarela fatiado - uso bandejas pela praticidade
  • Orégano para polvilhar, azeite para regar e 6 folhinhas de manjericão fresco. O manjericão é colocado na hora de servir - não vai ao forno
  • Molho feito na hora

Espalhe um pouco do molho (não muito para não ensopar) por cima da pizza pré-assada, cuidando para não espalhar muito nas bordas para não transbordar quando estiver no forno. Distribua o queijo. Gosto de cortar em tiras as fatias para distribuir melhor. O mesmo cuidado vale para não por muito nas beiradas; coloque os tomates, a azeitona; polvilhe orégano e azeite e leve ao forno. Vai depender do forno -  leva uns 15 a 20 minutos. A massa deve ficar bem assada e o queijo derretido, mas não ressecado. Antes de servir, espalhe as folhinhas de manjericão e regue com azeite.

Meu pitaco: Para um jantarzinho a dois, acho essa receita muito prática porque você pode preparar tudo antes. Ah, e que mulher fresca e prendada, com a mesa já arrumada! Se procura alguém, esse é um truque perfeito (usei tanto isso). Homem gosta de comida e mulher fresca. Não, não aquela mulher fresca, de frescura, de nhem-nhem, mas mulher fresca, que acabou de sair do banho.







5 de junho de 2018

Alecrim dourado...

...que nasceu no campo sem ser semeado...

Passei minha infância ouvindo minha mãe cantando essa música enquanto cozinhava, costurava, limpava, varria...

Hoje na minha cozinha, ao lado da pia, repousa uma jarrinha de alecrim dourado que também não foi semeado
foi comprado um masso fresco no supermercado. Ele perfuma a cozinha enquanto cozinho, trazendo lembranças antigas de uma infância pobre, mas feliz, onde tudo tinha que ser adaptado, esticado e multiplicado. 

Espero para o almoço uma amiga querida que já foi aluna. Ela mora numa cidade próxima a Belo Horizonte, mas vinha toda semana ter aulas de costuras aqui comigo. Nos últimos tempos passou por "poucas e boas", mas superou, levantou a cabeça  e não ficou no canto chorando, maldizendo a má sorte. Veio feliz rever a mestra que lhe ensinou a arte de costurar. Adoro receber notícias das ex-alunas, ver seus projetos, saber de suas vidas. 
Nas mãos um pacotinho, pesado e gordo. O que será? Só de pegar já deduzi: um livro!!! Um livro de receitas! Ah, e como adoro ganhar livros, pois são eternos. 




Abro o pacote e sinto o cheiro do livro novo, maravilhoso, da autora Paola Carosella, com mais de 90 receitas - receitas com histórias de família. E eu amo isso. 

Conta a autora que a cozinha lhe abriu portas, a ajudou a construir uma vida, a cortar o silêncio com o ruído fértil de louças e panelas, a rodeou de pessoas queridas... Sinto uma certa semelhança entre a sua cozinha e a minha costura. A costura também modificou a minha vida e me cerca, todos os dias, de pessoas queridas. E é tão bom saber que somos algo, que sabemos fazer algo!

Montei a mesa apenas com os dois lugares, onde servi batatas ao forno com alecrim e ervas. Fiz filé ao forno, farofa com nozes e salada. De sobremesa pudim de pão. Enquanto sirvo a sobremesa comento que é sobremesa de mãe - de mãe pobre, como a minha. E ela comenta que torno chique aquilo que é simples.


Sim, preso pelas coisas simples, mas com outra forma de apresentação, como as garrafinhas de bebidas e sucos que reutilizo para servirem como vasos.  
E a vida pode ser maravilhosa quando conseguimos, com pouco, aquilo que gostaríamos de ter e ser! Você não precisa ter louças bonitas, saber cozinhar pratos incríveis para receber pessoas que você ama. Seja você, simples como o alecrim do campo que nasceu sem ser semeado.