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5 de junho de 2018

Alecrim dourado...

...que nasceu no campo sem ser semeado...

Passei minha infância ouvindo minha mãe cantando essa música enquanto cozinhava, costurava, limpava, varria...

Hoje na minha cozinha, ao lado da pia, repousa uma jarrinha de alecrim dourado que também não foi semeado
foi comprado um masso fresco no supermercado. Ele perfuma a cozinha enquanto cozinho, trazendo lembranças antigas de uma infância pobre, mas feliz, onde tudo tinha que ser adaptado, esticado e multiplicado. 

Espero para o almoço uma amiga querida que já foi aluna. Ela mora numa cidade próxima a Belo Horizonte, mas vinha toda semana ter aulas de costuras aqui comigo. Nos últimos tempos passou por "poucas e boas", mas superou, levantou a cabeça  e não ficou no canto chorando, maldizendo a má sorte. Veio feliz rever a mestra que lhe ensinou a arte de costurar. Adoro receber notícias das ex-alunas, ver seus projetos, saber de suas vidas. 
Nas mãos um pacotinho, pesado e gordo. O que será? Só de pegar já deduzi: um livro!!! Um livro de receitas! Ah, e como adoro ganhar livros, pois são eternos. 




Abro o pacote e sinto o cheiro do livro novo, maravilhoso, da autora Paola Carosella, com mais de 90 receitas - receitas com histórias de família. E eu amo isso. 

Conta a autora que a cozinha lhe abriu portas, a ajudou a construir uma vida, a cortar o silêncio com o ruído fértil de louças e panelas, a rodeou de pessoas queridas... Sinto uma certa semelhança entre a sua cozinha e a minha costura. A costura também modificou a minha vida e me cerca, todos os dias, de pessoas queridas. E é tão bom saber que somos algo, que sabemos fazer algo!

Montei a mesa apenas com os dois lugares, onde servi batatas ao forno com alecrim e ervas. Fiz filé ao forno, farofa com nozes e salada. De sobremesa pudim de pão. Enquanto sirvo a sobremesa comento que é sobremesa de mãe - de mãe pobre, como a minha. E ela comenta que torno chique aquilo que é simples.


Sim, preso pelas coisas simples, mas com outra forma de apresentação, como as garrafinhas de bebidas e sucos que reutilizo para servirem como vasos.  
E a vida pode ser maravilhosa quando conseguimos, com pouco, aquilo que gostaríamos de ter e ser! Você não precisa ter louças bonitas, saber cozinhar pratos incríveis para receber pessoas que você ama. Seja você, simples como o alecrim do campo que nasceu sem ser semeado. 






6 comentários:

  1. Que lindo texto, Helena! Tudo tem que ter um sentido, um prazer embutido, seja numa simples comidinha ou num papo amigável.
    Abraço!

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  2. Gosto muito do cheiro a alecrim e sempre que posso compro para ter em casa ou apanho no jardim da cidade, discretamente. Também uso garrafinhas de sumos para fazer de jarras e ficam lindas!! Amo as suas mesas!

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  3. Que postagem linda!! Amo ler seus textos!!

    Obrigada pelo carinho, minha eterna mestra!

    ❤️

    Lorena.

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  4. Helena, até a cantinguinha do alecrim é igual ... somos mesmo povo irmão. Gosto de usar alecrim em assados e tenho, no terraço , um enorme vaso, muito fácil de plantar e manter.
    Lindo os laços de afecto que mantém com suas alunas/amigas.
    Beijo grande da Nina

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  5. Amei a ideia de enfeitar a mesa com alecrim.
    Amo suas decorações.
    bjs

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  6. Oi Helena, que delicia seu post cheio de lembranças e de boas energias!
    Sua mesa ficou um deliciosa!!
    E como é bom receber o carinho das amigas, amizades construídas pra uma vida!

    Respondi seu comentário no blog e colo aqui pra vc!
    São peças individuais como e um pedreiro vai levantar a parede como tijolos!
    Ótima ideia a sua de fazer uma no atelier!

    bjus, ótimo findi
    obg pela visita

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