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5 de fevereiro de 2019

Recordar é viver!

Iniciei minha paixão por louças quando começamos a receber os primeiros presentes do nosso casamento - a  maioria entregue na casa do noivo. 
E cada vez que chegava lá o sogro vinha logo sorrindo, anunciando "chegaram mais presentes para os noivos!" E era aquela alegria, quase infantil, ao abrir os pacotes, desamarrar os laços...
Na casa da minha mãe, os vizinhos mais próximos foram convidados. Mesmo aqueles que não puderam comparecer no dia da festa, levaram presentinhos. Achei aquilo tão lindo. Ser gentil, educado e ter gratidão não são sinônimos de pessoas que tiveram oportunidade de estudar, pois  a maioria era gente humilde.  
Enviar um presente - mesmo que seja modesto - se arrumar adequadamente para um casamento ao qual foi convidado, reflete sua educação, seu respeito por aquela pessoa. Você é importante para ela! Assim mesmo como arrumar a mesa para receber parentes, amigos e os de casa... Isso demonstra carinho e zêlo.
 Por julgar que poderia constranger aos mais humildes, optamos em não por lista de casamento em lojas. Veja bem, não condeno quem o faça, acho até muito mais fácil. Tudo o que ganhamos foi maravilhoso, tudo combinou com tudo, como esses aparelhos de café, chá e jantar que vieram de 3 famílias diferentes que não se conheciam. Todos com o mesmo floral.
 Peraí, vou perguntar ao marido se ele não quer me pedir em casamento novamente. 
Gosto tanto, tanto...
 Embora contratamos buffett e decorador, não teve um "mestre de sala", como dizia meu sogro para nos conduzir "hora do beijo, hora da foto..." Nada foi ensaiado... e tudo foi maravilhoso, harmonioso... 
Hoje abro meu armário de louças (e memórias) e em cada peça busco uma lembrança. Lembrança de um colega de trabalho querido, uma tia que não está mais aqui... pessoas das quais eu nunca mais soube... nunca mais vi... mas que continuam em minha lembrança através desses objetos.
O modismo dos casamentos de hoje priva certos casais dessas memórias, optando por dinheiro ao invés de presentes. Alguns alegam que já têm casa montada. Bem, quem sou eu para julgar a prioridade do outro? O presente para mim é algo mais significativo, mais afetivo. E eu não teria essas doces lembranças se tivesse optado em receber dinheiro. 
Vou comprando louças novas e compondo com as antigas. E assim vou vivendo o passado dentro do meu agora. Porque recordar é viver!

5 comentários:

  1. Partilho da mesma opinião Helena, eu felizmente também tenho esse tipo de belas recordações e quando vou a casamentos de alguém mais chegado opto por dar prenda em vez de dinheiro precisamente para essas pessoas ficarem com uma recordação minha e desse dia, se calhar elas até nem gostam mas eu faço-o com a melhor das intenções. Bjs

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  2. Eu gosto muito muito de por uma mesa assim, e de quem têm gosto melhor ainda!

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  3. Eu também tenho um aparelho com essa estampa. Acho que foi uma tendência dos anos 90.

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  4. Amo recordações do meu casamento também.
    bjs

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  5. As suas mesas são sempre tão deliciosas que dá gosto! Bom fim de semana.

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