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22 de março de 2021

O vento levou - Monte Verde Fev 2021

E com toda a tecnologia que temos hoje, às vezes tenho uns rompantes de nostalgia, como por exemplo, viajar seguindo o mapa "analógico". Nada de Waze nos orientando onde devemos entrar. 

Sem nenhuma pretensão de grandes descobertas ou lugares inesquecíveis, saímos uns dias de férias, eu e marido. Seguimos pela Serra da Mantiqueira em busca de ar puro, paz e verde. (e distanciamento social)

Em meio à chuva, subimos e descemos estradinhas escondidas às margens da Serra da Mantiqueira e, diante de algumas restrições de acesso, resolvemos pegar um atalho mais seguro e pernoitar em Monte Verde.

Já era noite quando chegamos à vila completamente vazia. 

Jantamos à luz de velas...

No quarto as chamas da lareira nos aquecendo naquela noite fria. Lá fora chovia

No dia seguinte partimos...

... com as primeiras folhas do outono que o vento levou


6 de fevereiro de 2021

Assim vou levando a vida

Quase um ano em pandemia, aulas no ateliê suspensas (sei lá até quando), pois tenho medo. Já esperamos tanto, nos trancamos tanto... Nadamos até aqui e não vamos morrer na praia.
Então tenho passado muitos dias envolvida com costuras, renovando meu guarda-roupa. Ontem terminei esse conjunto, partindo do mesmo molde da legging, aumentando apenas alguns centímetros, visto que esse tecido não tem muito elastano. O molde da blusa é o mesmo de sempre. Vou modificando o decote da gola, as mangas, as barras conforme me apetece. 

Uns dias bons, outros nem tanto. E assim vou levando a vida...


27 de janeiro de 2021

62 anos! foi assim

Fiz 62 anos em meio à pandemia. Um dia antes resolvemos, só nós dois, fazer uma pequena viagem não tão distante de São Paulo, para comemorar o aniversário. Queríamos (e devíamos) optar por um lugar onde não houvesse aglomerações de gente. Sugeri a região de Penedo e Visconde de Mauá, um dos lugares que gostávamos de ir na década de 90, quando ainda namorados. 

Partimos com uma modesta bagagem no porta malas. O dia estava nublado e alguns períodos de chuva na estrada. Vou olhando o caminho, árvores floridas ao longo das marginais, vou criando cenários românticos para quando chegarmos, tipo assim: no quarto ele fecha as portas por atrás, deposita a bagagem no chão, abre os braços e o sorriso: enfim, sós... 

Mas sou interrompida pelos roncos e fumaças poluentes dos caminhões ao longo da via Dutra. (Oh, que brochante!).  Conforme íamos avançando em direção ao Vale Paraibano, o verde ia tomando conta da nossa visão. E como é verde o vale! E cada região que passo vou lembrando que tenho uma amiga-seguidora: Jacareí, São José dos Campos, Guaratingueta, Pindamonhangaba, Cruzeiro.. Para algumas mando uma mensagem: "hei, estou passando por aqui!". Vou deixando estrelinhas pelo caminho.

Chegamos em Penedo debaixo de chuva, um pouco de frio e muita neblina cobrindo os picos das montanhas. Daquela bucólica Penedo dos anos 90 nada mais restava. Por mais que buscava imagens guardadas no arquivo da memória, não conseguia encontrá-las. O que vimos foi um amontoado de pousadas, de comércio e gente debaixo daquela chuva fininha e contínua. 


Saímos daquele tumulto, pegamos uma estradinha e fomos subindo até encontrarmos uma simpática pousada coberta pelo nevoeiro da tarde. Não fizemos reservas, contamos com a sorte!
Da janela do nosso quarto observo a chuva caindo lá fora...

Tudo tão lindo... 

62 anos e ainda um pouco da pessoa que fui, sonhadora, romântica, encantada com pequenas coisas, como a chuva caindo pelo telhado num dia frio.

Mais gordos, mais velhos, mais rabugentos...

Mas a chuva continua caindo e a vida continua existindo...
Observo tudo, ambientes acolhedores...
No dia seguinte café da manhã com tudo extremamente de bom gosto, louça bonita, tudo fresquinho, vista de perder o fôlego. Valorizo demais esses detalhes. Para meus 62 anos, momentos únicos que ficam registrados no coração para sempre.
A chuva cessou, o sol raiou. Vamos passear? 
Deixamos de revisitar as belas cachoeiras da região, espalhadas entre Penedo, Itatiaia e Visconde de Mauá - todas na serra fluminense -  devido à temporada das chuvas, o que torna muito perigoso. 

Pegamos a estradinha que liga Penedo a Visconde de Mauá, parando em alguns pontos para apreciar a bela paisagem. 
Almoçamos em Maringá e ficamos perambulando por lá, visitando lojinhas de doces, artesanato e mel. Voltamos para a pousada ao entardecer, com direito a algumas aparições do arco-íris pela estrada que liga Visconde de Mauá a Penedo. 
À noite saímos para jantar no centro de Penedo para comemorar meu aniversário. Andamos tanto, mas tudo o que víamos não fazia jus à data. Marido queria um restaurante mais sofisticado, mas tinha que fazer reservas. Já cansada daquele vai e vem optamos pela pior opção. Mas tudo bem, faz parte. O almoço em Maringá,  a bela paisagem e o arco-íris,  já haviam valido a pena. 
No dia seguinte voltamos para terminar 2020 junto com as meninas dentro de uma São Paulo completamente fechada pelo lockdown.

Foi assim quando fiz 62 anos!



18 de dezembro de 2020

Lave as mãos!

Passamos o ano de 2020 sendo bombardeados por "lave as mãos, lave as mãos". Como não pensar em dar sabonetes de presentes neste Natal? 

É muito simples, barato, você faz num instante, sem sujeira. Utilizei apenas:
1 sabonete branco, guardanapos de papel para decoupage, verniz acrílico à base d'água para colar a figura (ou cola branca) e o mesmo verniz para dar o acabamento, mas poderá usar também base de unha incolor. Fiz das duas formas e ambas ficaram muito bom.

Sei que a net está cheia de vídeos ensinando como fazer, mas os meus eu fiz assim, diferente daqueles que vi, pois usei o que tinha em casa. Deu certo, tomei dois banhos com um deles e está tudo bem, mesmo porque são mimos para deixar no lavabo ou dentro de gavetas. Gostei imensamente de fazer e já espalhei alguns pelos cantos da casa.

1. Com ajuda de um lado da tesoura (ou um estilete), raspe levemente o logo do sabonete.

2. Retire as duas folhas que vêm no verso do guardanapo (alguns vêm com apenas uma folha). Recorte a figura que pretende colar, rasgando as bordas delicadamente. Passe o verniz (ou cola) na parte do sabonete onde irá colar a figura.
3. Coloque por cima a figura delicadamente e ajeite com as pontas dos dedos para não formar rugas pou bolhas.
4. Passe novamente o verniz (ou base de unha) por cima, utilizando um pincel macio. Faça isso delicadamente para não rasgar a figura (coloque pouco no pincel). Espalhe o verniz, de dentro pra fora. Espere secar e passe outra demão. 
Se for presentear, embrulhe em papel seda, coloque dentro de caixas, faça um laço bem bonito e gordinho. Também poderá colocar em sacolinhas de papel. Use a criatividade. 


17 de dezembro de 2020

Não fazer nada!


Entregando-me, sem vergonha e sem culpa,  às delícias do ócio.  Fui educada  de uma maneira que devíamos aproveitar todo o tempo para fazer algo útil, produzir, produzir. Isso equivale a trabalhar sempre, não nos dando o direito de passar um tempo sem fazer nada. Hoje sei o quanto isso é errado, pois precisamos do ócio para recarregar as baterias, aliviar a mente...

Final do mês completo 62 anos, mas o sonho de ter uma casinha no campo ainda impera todos os dias em minha vida. De tanto martelei "quero uma casa no campo, quero uma casinha no campo..." marido até convenceu que ter uma casinha no campo seria mesmo uma coisa legal. E por que não? 

E a mudança teria que que ser radical. Vendemos nosso apartamento em BH, um espaço amplo, rodeado de facilidades da vida urbana, onde montei o ateliê e, por quase 10 anos dei aulas, fiz amigas, muitas amigas. Disso vou levar muita, muita saudade. 

Estamos vivendo num apartamento menor, temporariamente, na cidade enquanto a nossa casinha de campo não fica pronta. Tivemos que abrir mão de muita coisa, como móveis grandes, por exemplo. Mas a vida é feita de escolhas, é isso OU aquilo. 

Enquanto isso, todos finais de semana vamos lá lamber a cria, caminhar pelas trilhas, respirar ar puro e, principalmente não fazer nada!

 





11 de outubro de 2020

Vamos fazer panetone? parte 1

Panetone lembra a minha juventude, solteira ainda morando na  casa dos pais. Meu cunhado trabalhava na Bauduco de modo que, em outubro os primeiros panetones começavam a fazer parte dos cafés da manhã lá de casa.

Não havia mesa posta, xícaras combinando com os pires. Aliás, acho que nem pires havia. Mas era tão gostoso comer uma fatia de panetone enquanto me arrumava para o trabalho. Naquela época eu era, das solteiras,  a mais velha e a única que tinha carro. Dava carona para todas as irmãs. E como sempre fui pontual em meus compromissos, logo cedo já começava a ameaçar em deixá-las para trás.

Acho que elas me odiavam por isso. Depois elas foram, uma a uma comprando seus carros e me libertando dessa obrigação. Todo dia aquela ladainha: "quem quiser ir comigo, que esteja pronta. Não é o motorista que deve esperar, é a carona. Se quiser!"

Hoje tenho minha própria casa, meu espaço e meus panetones, liberta de qualquer obrigação a não ser na luta por me tornar um ser humano cada dia melhor (às vezes dou lá minhas escorregadas). Mas vamos ao que interessa? A receita está no próximo post.


Vamos fazer panetone? Parte 2

Ingredientes da esponja:
1 xícara (chá) de farinha de trigo
1/2 xícara (chá) água
1 tablete de fermento fresco

Ingredientes para a massa:
2 1/2 de chá de farinha de trigo
1/2 xícara (chá) de açúcar (cristal ou refinado)
4 gemas
1/3 de xícara (chá) de leite
75 gramas de manteiga em ponto pomada
1/2 colher (chá) de sal
raspas de 1 limão
raspas de 1 laranja
1 colher (sopa) essência baunilha
1 colher (sopa) vinho tinto
1 xícara (chá) frutas cristalizadas
2/3 xícara (chá) uvas-passas (escuras ou claras, tanto faz)
óleo para untar as mãos
pedacinhos de manteiga para por por cima na hora de assar
2 formas descartáveis para panetone de 500 gramas

A primeira coisa a fazer é a espoja, que é o fermento misturado com água e farinha. Coloque na própria tigela da batedeira. Bata para misturar bem. Já uso o gancho para massa pesada, já que vou precisar dele na hora de juntar os outros ingredientes. Mas pode bater à mão.
Depois que bateu, cubra a tigela e deixe descansar por meia hora. Vê como eu nem retirei a tigela? Depois que crescer irei misturar os outros ingredientes nela.
Então, enquanto a esponja cresce, já vai se separando os ingredientes por ordem. Fica mais fácil, assim:
Misture numa tigelinha à parte as gemas e o leite
Em outra tigelinha, junte raspas da laranja, do limão, o vinho e a baunilha.
Separe a manteiga num pratinho. Se não tem uma balança, use o marcador da embalagem.
Em outra tigela misture o sal, o açúcar e a farinha
Em outra tigela, misture as frutas cristalizadas e a uva-passa.  Porém, vi uma dica para deixar a uva-passa de molho uns 30 minutos antes de misturar para que fique macia dentro do panetone.

Depois que deixou de molho, escorra a água e junte com as frustas cristalizadas e, antes de usar, salpique farinha de trigo por cima e mexa. Isso fará que as frutas não fiquem no fundo da massa depois de assada.
Pronto. Já se passaram 30 minutos, a espoja já cresceu o suficiente
Agora abaixe o gancho da batedeira, ligue e vá adicionando os ingredientes, nessa ordem:
Leite com os ovos
Raspas da laranja, limão, vinho e essência baunilha
Adicione a manteiga em 3 partes.
A farinha junto com o sal e açúcar
Desligue a batedeira. Se estiver amassando à mão, essa solva leva uns 15 minutos. Na batedeira leva uns 7. Depois que bateu tudo muito bem, fica assim, uma massa meio mole, grudando nas mãos. 

Agora misture com uma colher de pau as frutas cristalizadas e a uva-passa
Cubra a tigela e deixe crescer durante 2 horas
Finalizada as duas horas, a massa triplicou de volume
Passe um pouquinho de óleo na bancada e nas mãos. Coloque a massa na bancada, divida em duas partes, caso vá assar 2 panetones de 500 gramas cada. Nessa receita eu dividi em 4 panetones de 250 gramas cada um. Coloque cada parte nas formas
Cubra com pano e deixe descansar mais 1 hora e meia.
Aqui não fotografei os panetones crescidos antes de irem ao forno. Esqueci. Faltando uns 15 minutos antes de completar essa uma hora e meia, aqueça o forno em temperatura de 180 graus. Em cada panetone faça um "x" com a ponta de uma faca e coloque um pedacinho de manteiga no meio de cada "x", isso fará a massa ficar macia.

Leve ao forno por, aproximadamente 40 minutos ou até que fiquem corados.
Depois de frio, embale em sacos plásticos, guarde num armário por até 5 dias.
Nessa temporada eles não ficaram nem 3 dias guardados, pois dei alguns de presente, comi outros, servi às amigas nos cafés de dezembro...